quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Maçonaria - Imagens de um templo a céu aberto.



Os maçons, espalhados por todo o mundo, costumam se reunir periodicamente em lugares de endereço fixo que chamam "Loja", ou Templo. As edificações quando construídas, não necessariamente sob a aparência externa, mas em seu interior, seguem o padrão básico da mesma forma como foi decorado o bíblico templo, construído pelo Rei Salomão. Uma réplica de um templo maçônico encontra-se em pleno ar livre, dentro da propriedade chamada Pousada do Canyon Guartela. 
       

A pousada fica na cidade de Castro, extremo sul do Estado do Paraná. Onde existe um dos maiores canyons da América do Sul.
Guardadas as devidas proporções com a construção do primeiro Templo do Rei Salomão (casa do SENHOR em Jerusalém), que segundo a Bíblia, tinha o comprimento de sessenta côvados, e a largura de vinte côvados, o espaço do templo da Maçonaria, naquele lugar, cresce a cada dia. Ali, são deixadas Placas das Lojas Maçônicas, para registro da visita de Maçons de todo Brasil e de outros países.

A título de citação, reza a história universal que as ruínas do Templo, na era das Cruzadas, foi o local de alojamento da Ordem dos Cavaleiros Templários. Na época, os principais aliados da Igreja. Que posteriormente, em uma incrível trama entre papados e reis, ironicamente, foi por esta disolvida. A  filosofia e a ideologia ritualística desses Cavaleiros foi notadamente absorvida pela Maçonaria.           










A Lenda das 3 Árvores

  
Havia no alto de uma montanha três árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.

A primeira, olhando as estrelas, disse: "Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros".

A segunda, olhando o riacho, suspirou: "Eu quero ser um navio grande para transportar reis e rainhas".

A terceira olhou para o vale e disse: "Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus".

Muitos anos se passaram e certo dia três lenhadores cortaram as árvores que estavam ansiosas em ser transformadas naquilo que sonhavam. Mas os lenhadores não costumavam ouvir ou entender de sonhos... Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada em um cocho de animais coberto de feno.

A segunda virou um simples barco de pesca,carregando pessoas e peixes todos os dias.

A terceira foi cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito.

Então, desiludidas e tristes, as três perguntaram: Por que isso?

Entretanto, uma bela noite, cheia de luz e estrelas, uma jovem mulher colocou seu bebê recém-nascido naquele cocho de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.

A segunda árvore estava transportando um homem que acabou por dormir no barco em que se transformara. E quando uma tempestade quase afundou o barco, o homem levantou-se e disse: "Paz!"
E num relance, a segunda árvore entendeu que estava transportando o rei do céu e da terra!

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo sentiu-se horrível e cruel. Mas, no domingo seguinte, o mundo vibrou de alegria.

E a terceira árvore percebeu que nela havia sido pregado um homem para a salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho ao olharem para ela.

As árvores haviam tido sonhos e desejos. Mas sua realização foi mil vezes maior do que haviam imaginado.

Portanto, não esqueça: não importa o tamanho do seu sonho! Acreditando nele, sua vida ficará mais bonita e muito melhor de ser vivida!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Bem que rege a conduta dos homens justos.






Já ouvi dizer do amor exigente, aquele que hoje em dia é o mais adequado na educação dos filhos. Lendo algo a seu respeito concluí ser ele o laço afetivo que estreita as relações entre pais e filhos, irradiado de ambos os lados, mas que de um dos focos dessa relação, obviamente, o amor se manifesta acompanhado de exigências e de cobranças. É aquele amor que, embora sendo insuperável cheio de afagos e carícias, não impede os pais de imporem limites aos filhos e de serem rígidos com estes quanto ao cumprimento das regras de conduta a que devem se submeter em circunstâncias como, por exemplo, de personalidade ainda em formação (crianças e adolescentes).
Do amor exigente pode-se tirar um grande número de bons exemplos, porém, trata-se de um estilo de amar diferente, preso a circunstâncias temporais, por isso mesmo, próprio dos pais em relação aos filhos menores. Existem outros tipos de relacionamento afetivo, uns com mais outros com menos intensidade, dentre eles, o amor não exigente e universal, que merece destaque e nos chama a atenção.
O amor não exigente se manifesta como verdadeiro e profundo sentimento de afeição de uma pessoa para com a outra ou, de modo recíproco, entre duas ou mais pessoas.
Falo daquele predicado puro e verdadeiro, que tem como essência o desejo de proteger, de defender, de amparar e de zelar. Esse, entre outros, é um bem de inestimável valor porque é capaz de tirar o homem de seu rude e sombrio comportamento social - estágio a que foi involuntariamente conduzido em razão de falhas estruturais da própria sociedade, que hoje se apresenta como modelo imperfeito, cheio erros, vícios, mazelas de toda sorte etc., - e transportá-lo pelo caminho da verdade, em direção à perfeição até chegar ao nível daqueles que nos registros bíblicos e na palavra de Santo Agostinho são chamados de justos.
Parece-me que, nos dias atuais, uma única escola existe capaz de promover essa transformação no homem, mais precisamente em seu íntimo, ponto de onde partem os impulsos das ações e omissões do ser humano e, mesmo assim, um exitoso resultado só será atingido se ele estiver disposto a acatar novas regras e a aceitar mudanças em seu modo de ser, de agir e de interagir com o seu semelhante.
A escola a que me refiro é a maçonaria, uma instituição secular (para alguns, milenar), cujos postulados recomendam aos seus iniciados a prática de uma regra bastante simples: “amar ao próximo como a si mesmo”.  
Mandamento idêntico, com as mesmas palavras, também parte do cristianismo com o objetivo de convencer o homem de que a salvação de sua alma estará na dependência das boas ações que vier a praticar. Se não fosse um óbice que embaça essa afirmativa, estaríamos diante de uma instituição com propósitos semelhantes aos da maçonaria.  Mas como eu disse, os tantos escândalos de imoralidade que sacudiram e ainda sacodem as estruturas de muitas religiões, principalmente as da católica (homossexualismo, pedofilia etc.) e o surgimento em grande escala de instituições religiosas com as mais variadas denominações,  acabaram por tornar o que era sério, respeitado casto, puro e inatingível em coisa banal. Mais banalizado ainda se tornou o assunto ”religião” depois que este passou a ser usado com o objetivo principal, claríssimo, de se ganhar dinheiro e de se obter fortunas de modo fácil e prático, mediante falsas promessas e abuso da fé religiosa dos que são levados a crer na honestidade e na sinceridade de quem age ardilosamente usando o nome de Deus.  
Desta feita, não dá mais para se afirmar com segurança se o objetivo primordial do cristianismo continua sendo o do aperfeiçoamento moral e espiritual dos cristãos nem se o preceito “amar ao próximo como a si mesmo”, do qual se valem as religiões em suas pregações, continua verdadeiro ou não. 
Eis o porquê das razões daquilo que afirmo, pois a maçonaria nunca deixou de levar a sério o trabalho que sempre fez. “Amar ao próximo como a si mesmo” é lema que tem para a Ordem Maçônica a mesma importância, a mesma seriedade e o mesmo significado que teve há séculos atrás.
Por isso, é ela, através de seus Templos Maçônicos, a formadora de incontáveis homens de bem, justos e perfeitos, que amam o próximo, amam suas famílias e são devotos à sua Pátria. Não fogem dos seus compromissos, respeitam a lei e a justiça. Acreditam em um Ente Supremo, que é Deus. São fraternos, sinceros e leais. Com todo merecimento, são eles os homens que se dedicam de modo incansável à construção de um mundo cada vez melhor para toda a humanidade, independentemente de cor, sexo, raça, religião, origem etc..
No fardo de responsabilidades que o verdadeiro maçom carrega sobre os ombros está também a bagagem do amor fraterno, que a maçonaria ali colocou, como um dos mais nobres e verdadeiros sentimentos do ser humano.
Esse é o amor que habita o coração e a mente do homem maçom, um sentimento que não se alia ao ciúme, nem a paixões doentias.  Puro e autêntico porque é praticado desinteressadamente, de maneira discreta, sem o intento de alcançar qualquer vantagem pessoal. É nobre porque se realiza de modo espontâneo, sem coação, sem obrigatoriedade e da sua essência faz parte o dever maçônico. É fraterno porque o iniciado na Ordem Maçônica reconhece como verdadeiros irmãos todos os homens (maçons ou não) espalhados pela superfície da terra. Por qualquer um de seus semelhantes o verdadeiro maçom deve ter o mesmo sentimento, o do amor fraternal, que por ser tão puro e verdadeiro, não nasce do íntimo de seu ser, mas das profundezes insondáveis do coração de seu próprio espírito. 


autor Ir.´. ANESTOR PORFÍRIO DA SILVA
Oriente de Hidrolândia
Goiáis

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O MAÇOM CONVERTIDO E O MAÇOM CONVENCIDO




 Maçonaria é uma Instituição, dentre as organizações terrenas, a mais completa, complexa e perfeita. Nenhuma outra organização possui igual estrutura humana, onde homens de todas as raças e etnias, crenças e credos, profissões e artes, são estimulados, dentro dessa diversidade MÁGICA e DIVINA, a buscarem, consubstanciados em PRINCÍPIOS SAGRADOS, a evolução da Humanidade.
No entanto, em função de necessidades criadas por mentes vazias de alguns "homens, travestidos de Maçom”, ou, ao que nos parece, MAÇOM CONVENCIDO, nossa Excelsa Ordem vem perdendo de vista a sua realidade, a sua unidade universal, as suas raízes e origens - o que estamos fazendo com os nossos valores?
 A nossa passagem pela vida e no Seio da Maçonaria deveria estar ligada a todas as energias que caracterizam a presença e a Glória do Criador. Precisamos chegar à consciência, ao potencial universal e divino, que cada um, como filho de Deus (G.∙.A.∙.D.∙.U.∙.), herdou para conviver, elevando-se e evoluindo dentro dos SÃOS PRINCÍPIOS que regem a vida maçônica, em todos os sentidos.
Como um atestado às assertivas iniciais, enumeramos algumas evidências que, paulatinamente, vem invadindo o seio maçônico:
- Profanação da Iniciação com candidatos sem perfil, satisfazendo vaidades pessoais e, com isso, trazendo para o seio da Instituição, indivíduos tão somente voltados para o atendimento de suas necessidades pessoais;
- Banalização da ritualística, em atendimento àqueles que, desprovidos de senso crítico e maçônico, acham que mudar e inventar futilidades são sinônimos de modernizar e inovar;
- A omissão e a falta de posicionamento social e político está levando a nossa Ordem para o ostracismo, para os desvios de conduta, para a impunidade e valorização das recompensas ilícitas;
- O descumprimento do Juramento Sagrado, desvios de conduta e de proceder maçônicos, considerados graves delitos, denotando total desrespeito aos Sacro-santos Postulados da Maçonaria.
- Convivemos com auto-enganos sem fim... Sabemos “QUEM SOMOS”? Sabemos como vivemos? No que realmente acreditamos?
Os problemas essenciais da existência e da realização humanas não respeitam fronteiras acadêmicas e convenções catalográficas. O saber especializado avança, o mistério e a perplexidade se adensam. Eliminar falsas respostas é mais fácil do que enfrentar as verdadeiras questões.
- O que afinal sabemos sobre nós mesmos?
A racionalidade orienta, mas não move; a ciência ilumina, mas, não sacia; o progresso tecnológico acelera o tempo e abre o leque, mas, não delibera rumos, nem escolhe fins. O universo subjetivo no qual vivemos imersos é tão real quanto o mundo objetivo no qual trabalhamos e agimos. “A relação mais íntima, traiçoeira e definidora de um ser humano é a que ele trava consigo mesmo".
Nestes tempos modernos de Maçonaria, estamos encontrando uma grande leva de auto-engano. Tão auto-engano que está se desvirtuando de sua real finalidade: uma instituição que tem por fim TORNAR FELIZ A HUMANIDADE.
O AUTO-ENGANO está nos levando a um corporativismo ingênuo.
E como tornar feliz a humanidade, se o Maçom está se auto-enganando?
Temos clara a noção em nosso meio e é propagado pelas LIDERANÇAS que somos HOMENS diferenciados na sociedade. Só que estamos fazendo o que o homem comum faz para se manter em pé, nessa luta pela sobrevivência.
Talvez, complacente nos deslizes éticos sociais;
Talvez conivente com as mazelas morais;
Talvez, tentando se esconder na própria Instituição.
Não estamos sendo e conseguindo ser, aquilo que em TEMPLO falamos.
"Queremos ser Líderes, sem exemplo”.
Que CONSTRUTORES SOCIAIS e LÍDERES estão se formando?
Que MESTRES, que LÍDERES são esses, sempre REATIVOS às críticas?
Muita VAIDADE ou não compreensão de sua missão?
Pouca HUMILDADE por não saberem seu tamanho?
Que LÍDERES são esses que não sonham, não motiva e só dão ordens?
Sentimos satisfação com as medalhas e não com o conhecimento!
O que vamos levar para o ORIENTE ETERNO? MEDALHAS OU AS BOAS AÇÕES?
Que Mestres, que Líderes são esses que preferem as efemérides à solução das causas de nossa pequenez social?
Convivemos com muitos que se dizem Maçons, mas, na realidade, são os tais MAÇONS CONVENCIDOS. Grandes no convencimento, grandes no AUTOENGANO, deixando transparecer na sua ignorância e insipiência, sua pequenez e a falta de comprometimento, tanto social quanto maçônico.
No auto-engano se acham grandes, mas na realidade são pequenos, ínfimos, tacanhos, desinteressados e sem espírito colaborador; são mestres na crítica indevida, pseudo-sábios, que tentam AUTOENGANAR os tolos que comungam com suas ações.
Resta, pois, aos verdadeiros Iniciados, os MAÇONS CONVERTIDOS, a urgente revisão dos conceitos e corrigir os rumos, a fim de evitarmos o CAOS.
Maçonaria é vida! Sua filosofia induz ao iniciado vivenciar os ditames da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. No entanto, para que seja vivida, praticada e sentida, é necessário que a conheçamos; só poderemos entendê-la se nos dedicarmos ao estudo e à sua prática com amor; é necessário cultuar a humildade, despindo-nos da VAIDADE, tão marcante nos MAÇONS CONVENCIDOS.
Quantos tolos tentam, na sua mediocridade, se passarem por MAÇONS CONVERTIDOS! Seus semblantes não conseguem mascarar e traduzem o que realmente são. Não nos enganam...
Assim como os hábitos e as atitudes fortalecem e constroem as vidas, dos que realmente são LIMPOS e PUROS (MAÇONS CONVERTIDOS), dentro, ou fora da Maçonaria, mas, também, enfraquecem e destroem os PROFANOS DE AVENTAL (MAÇONS CONVENCIDOS) que tentam ludibriar a própria sombra.
Na Maçonaria, à medida que absorvemos seus ensinamentos, firmamos nossos passos em busca do aperfeiçoamento. Ler muito, falar menos, ouvir mais, nos posiciona em esferas elevadas, em sintonia com o equilíbrio, com a racionalidade e, assim, dissipamos os obstáculos das materialidades primárias.
Poderíamos nos alongar traçando um paralelo entre ser MAÇOM CONVERTIDO e MAÇOM CONVENCIDO; discorrer sobre as tristezas que empanam a Sublime Arte Real, apontando mais características dos que ajudam a inchar a nossa Ordem, dando-lhe a falsa impressão de grandeza, mas, diante da breve exposição, deixamos à reflexão dos verdadeiros Iniciados (os convictos da causa que abraçaram), o melhor conceito para os MAÇONS CONVENCIDOS e os MAÇONS CONVERTIDOS, advindas de suas sábias conclusões.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

VENERÁVEL MESTRE


Origem do título
O título de Venerável Mestre, dado ao presidente de uma Loja maçônica, tem a sua origem mais remota nos meados do século XVII, quando já começara a lenta, mas progressiva, transformação da Franco-maçonaria de ofício, ou operativa, em Franco-maçonaria dos aceitos, ou especulativa (1). Nessa época, porém, nem existia o grau de Mestre Maçom, que só seria introduzido no século XVIII, a partir de 1724, e efetivado em 1738, e o presidente da Loja era escolhido entre os mais antigos e experientes Companheiros que era um mestre-de-obras ou era o proprietário mesmo, o qual, como dono da obra, era vitalício na direção dos trabalhos dos obreiros.
Derivado da palavra inglesa worship, que significa culto, adoração, reverência como forma de tratamento quando usada como substantivo, e venerar, adorar, idolatrar, quando usada como verbo transitivo, tem-se o vocábulo worshipful, que significa adorador, reverente, venerável, como forma de tratamento. Dessa maneira, o presidente da Loja passou a ter o título de Worshipful Master, que significa Venerável Mestre e que seria adotado por todos os círculos maçônicos, embora o termo Venerável, de início, fosse aplicado apenas às organizações de artesãos.
Adotando-se a cerimônia de Instalação (instalação é sinônimo de posse) , como faz a Maçonaria inglesa e, só depois de passar por ela, é que o Venerável Mestre eleito pode se considerar empossado e empossar os membros de sua administração, entrando na plenitude de seus direitos exclusivos, entre os quais se inclui o de sagrar (2) os candidatos à iniciação, à elevação ou à exaltação. Tão rígido é tal dispositivo, que, em uma sessão à qual não esteja presente o Venerável Mestre, sendo, ela, portanto, dirigida pelo 1º Vigilante, que não seja um Mestre Instalado, ele deverá, no momento de sagrar o candidato, solicitar, a um Mestre Instalado presente, que o faça, sem o que a cerimônia não poderá ter validade.
A cerimônia de instalação do Venerável Mestre torna-o Mestre Instalado. Este título é honorífico e, portanto, não deve ser considerado como grau.
Notas
1. Essa progressiva transformação iniciou-se no século XVII, quando, com a decadência do estilo gótico e a concomitante ascensão do renascentista as organizações de oficio começaram também a entrar em decadência. e, para tentar sobreviver, resolveram aceitar, em suas Lojas, homens não ligados à arte de construir e que, por isso, foram chamados de Maçons Aceitos. O processo de aceitação desenvolveu-se durante todo o século XVII, a ponto de, no final dele, o número de aceitos sobrepujar, largamente, o de operativos, o que propiciaria, em 1717, a criação da primeira Obediência maçônica da História, a Premier Grand Lodge, em Londres.
2. Sagrar, aí, tem o sentido de conferir a dignidade do grau e não o de santificar, ou tornar sagrado, como muitos pensam. É o mesmo com a sagração de templo: a cerimônia confere, ao local, a dignidade de templo maçônico.
Colaboração do Irmão: Kyle Peres Deslandes Mafra - MM
Loja Maçônica Cavaleiros do Oriente – Nº 076 – GLMMG - REAA
Governador Valadares - MG

O processo de independência do Brasil


Para compreender o verdadeiro significado histórico da independência do Brasil, levaremos em consideração duas importantes questões:

Em primeiro lugar, entender que o 07 de setembro de 1822 não foi um ato isolado do príncipe D. Pedro, e sim um acontecimento que integra o processo de crise do Antigo Sistema Colonial, iniciada com as revoltas de emancipação no final do século XVIII. Ainda é muito comum a memória do estudante associar a independência do Brasil ao quadro de Pedro Américo, "O Grito do Ipiranga", que personifica o acontecimento na figura de D. Pedro.

Em segundo lugar, perceber que a independência do Brasil, restringiu-se à esfera política, não alterando em nada a realidade sócio-econômica, que se manteve com as mesmas características do período colonial.

Valorizando essas duas questões, faremos uma breve avaliação histórica do processo de independência do Brasil.


Desde as últimas décadas do século XVIII assinala-se na América Latina a crise do Antigo Sistema Colonial. No Brasil, essa crise foi marcada pelas rebeliões de emancipação, destacando-se a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Foram os primeiros movimentos sociais da história do Brasil a questionar o pacto colonial e assumir um caráter republicano. Era apenas o início do processo de independência política do Brasil, que se estende até 1822 com o "sete de setembro". Esta situação de crise do antigo sistema colonial, era na verdade, parte integrante da decadência do Antigo Regime europeu, debilitado pela Revolução Industrial na Inglaterra e principalmente pela difusão do liberalismo econômico e dos princípios iluministas, que juntos formarão a base ideológica para a Independência dos Estados Unidos (1776) e para a Revolução Francesa (1789). Trata-se de um dos mais importantes movimentos de transição na História, assinalado pela passagem da idade moderna para a contemporânea, representada pela transição do capitalismo comercial para o industrial.

Os Movimentos de Emancipação

A Inconfidência Mineira destacou-se por ter sido o primeiro movimento social republicano-emancipacionista de nossa história. Eis aí sua importância maior, já que em outros aspectos ficou muito a desejar. Sua composição social por exemplo, marginalizava as camadas mais populares, configurando-se num movimento elitista estendendo-se no máximo às camadas médias da sociedade, como intelectuais, militares, e religiosos. Outros pontos que contribuíram para debilitar o movimento foram a precária articulação militar e a postura regionalista, ou seja, reivindicavam a emancipação e a república para o Brasil e na prática preocupavam-se com problemas locais de Minas Gerais. O mais grave contudo foi a ausência de uma postura clara que defendesse a abolição da escravatura. O desfecho do movimento foi assinalado quando o governador Visconde de Barbacena suspendeu a derrama -- seria o pretexto para deflagar a revolta - e esvaziou a conspiração, iniciando prisões acompanhadas de uma verdadeira devassa.

Os líderes do movimento foram presos e enviados para o Rio de Janeiro responderam pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei), pelo qual foram condenados. Todos negaram sua participação no movimento, menos Joaquim José da Silva Xavier, o alferes conhecido como Tiradentes, que assumiu a responsabilidade de liderar o movimento. Após decreto de D. Maria I é revogada a pena de morte dos inconfidentes, exceto a de Tiradentes. Alguns tem a pena transformada em prisão temporária, outros em prisão perpétua. Cláudio Manuel da Costa morreu na prisão, onde provavelmente foi assassinado.

Tiradentes, o de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento. Sua cabeça foi cortada e levada para Vila Rica. O corpo foi esquartejado e espalhado pelos caminhos de Minas Gerais (21 de abril de 1789). Era o cruel exemplo que ficava para qualquer outra tentativa de questionar o poder da metrópole.

O exemplo parece que não assustou a todos, já que nove anos mais tarde iniciava-se na Bahia a Revolta dos Alfaiates, também chamada de Conjuração Baiana. A influência da loja maçônica Cavaleiros da Luz deu um sentido mais intelectual ao movimento que contou também com uma ativa participação de camadas populares como os alfaiates João de Deus e Manuel dos Santos Lira.Eram pretos, mestiços, índios, pobres em geral, além de soldados e religiosos. Justamente por possuír uma composição social mais abrangente com participação popular, a revolta pretendia uma república acompanhada da abolição da escravatura. Controlado pelo governo, as lideranças populares do movimento foram executadas por enforcamento, enquanto que os intelectuais foram absolvidos.

Outros movimentos de emancipação também foram controlados, como a Conjuração do Rio de Janeiro em 1794, a Conspiração dos Suaçunas em Pernambuco (1801) e a Revolução Pernambucana de 1817. Esta última, já na época que D. João VI havia se estabelecido no Brasil. Apesar de contidas todas essas rebeliões foram determinantes para o agravamento da crise do colonialismo no Brasil, já que trouxeram pela primeira vez os ideais iluministas e os objetivos republicanos.

A Família Real no Brasil e a Preponderância Inglesa

Se o que define a condição de colônia é o monopólio imposto pela metrópole, em 1808 com a abertura dos portos, o Brasil deixava de ser colônia. O monopólio não mais existia. Rompia-se o pacto colonial e atendia-se assim, os interesses da elite agrária brasileira, acentuando as relações com a Inglaterra, em detrimento das tradicionais relações com Portugal.

Esse episódio, que inaugura a política de D. João VI no Brasil, é considerado a primeira medida formal em direção ao "sete de setembro".

Há muito Portugal dependia economicamente da Inglaterra. Essa dependência acentua-se com a vinda de D. João VI ao Brasil, que gradualmente deixava de ser colônia de Portugal, para entrar na esfera do domínio britânico. Para Inglaterra industrializada, a independência da América Latina era uma promissora oportunidade de mercados, tanto fornecedores, como consumidores.

Com a assinatura dos Tratados de 1810 (Comércio e Navegação e Aliança e Amizade), Portugal perdeu definitivamente o monopólio do comércio brasileiro e o Brasil caiu diretamente na dependência do capitalismo inglês.

Em 1820, a burguesia mercantil portuguesa colocou fim ao absolutismo em Portugal com a Revolução do Porto. Implantou-se uma monarquia constitucional, o que deu um caráter liberal ao movimento. Mas, ao mesmo tempo, por tratar-se de uma burguesia mercantil que tomava o poder, essa revolução assume uma postura recolonizadora sobre o Brasil. D. João VI retorna para Portugal e seu filho aproxima-se ainda mais da aristocracia rural brasileira, que sentia-se duplamente ameaçada em seus interesses: a intenção recolonizadora de Portugal e as guerras de independência na América Espanhola, responsáveis pela divisão da região em repúblicas.

O Significado Histórico da Independência

A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.

Com a volta de D. João VI para Portugal e as exigências para que também o príncipe regente voltasse, a aristocracia rural passa a viver sob um difícil dilema: conter a recolonização e ao mesmo tempo evitar que a ruptura com Portugal assumisse o caráter revolucionário-republicano que marcava a independência da América Espanhola, o que evidentemente ameaçaria seus privilégios.

A maçonaria (reaberta no Rio de Janeiro com a loja maçônica Comércio e Artes) e a imprensa uniram suas forças contra a postura recolonizadora das Cortes.

D. Pedro é sondado para ficar no Brasil, pois sua partida poderia representar o esfacelamento do país. Era preciso ganhar o apoio de D. Pedro, em torno do qual se concretizariam os interesses da aristocracia rural brasileira. Um abaixo assinado de oito mil assinaturas foi levado por José Clemente Pereira (presidente do Senado) a D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, solicitando sua permanência no Brasil. Cedendo às pressões, D. Pedro decidiu-se: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico".

É claro que D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial. Contudo, o Dia do fico era mais um passo para o rompimento definitivo com Portugal. Graças a homens como José Bonifácio de Andrada e Silva (patriarca da independência), Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e outros, o movimento de independência adquiriu um ritmo surpreendente com o cumpra-se, onde as leis portuguesas seriam obedecidas somente com o aval de D. Pedro, que acabou aceitando o título de Defensor Perpétuo do Brasil (13 de maio de 1822), oferecido pela maçonaria e pelo Senado. Em 3 de junho foi convocada uma Assembléia Geral Constituinte e Legislativa e em primeiro de agosto considerou-se inimigas as tropas portuguesas que tentassem desembarcar no Brasil.

São Paulo vivia um clima de instabilidade para os irmãos Andradas, pois Martim Francisco (vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo) foi forçado a demitir-se, sendo expulso da província. Em Portugal, a reação tornava-se radical, com ameaça de envio de tropas, caso o príncipe não retornasse imediatamente.

José Bonifácio, transmitiu a decisão portuguesa ao príncipe, juntamente com carta sua e de D. Maria Leopoldina, que ficara no Rio de Janeiro como regente. No dia sete de setembro de 1822 D. Pedro que se encontrava às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, após a leitura das cartas que chegaram em suas mãos, bradou: "É tempo... Independência ou morte... Estamos separados de Portugal".Chegando no Rio de Janeiro (14 de setembro de 1822), D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional do Brasil. Era o início do Império, embora a coroação apenas se realizasse em primeiro de dezembro de 1822.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

HUMOR

Havia um Noviciado
Numa certa Prelazia,
Cujo prédio era encostado
Junto com a Maçonaria
II
Todo Domingo, Dom Bento
Com fervor rezava a missa
Na Capela do Convento,
Para a turma de Noviça.
III
Bem na hora do café
Com a Madre Diretora,
Perguntava: - Como é ?
Descobriu, Superiora ?
IV
Que fazem esses Maçons
Trancados naquela Casa ?
Seus intentos não são bons.
Com mulheres mandam brasa...
V
- Senhor Bispo, não tem jeito
De saber, tudo é fechado !
Até mesmo com o Prefeito
Reclamei sem resultado.
VI
- Mais uma vez vou lembrar
Que há perigo imediato
De Noviça engravidar,
E o Bispo paga o pato.
VII
Passava uma velha freira,
Que vinha da Sacristia,
E afirmou, bem certeira,
Que perigo não havia.
VIII
Refazendo a esperança
E a Paz do seu Prelado,
Declarou com segurança:
- Todo Maçom é castrado.
IX
- Irmã, que papo avançado !
Você viu, já esteve lá ?
Interroga-lhe o Prelado,
Sem querer acreditar.
X
-Vou contar minha babada:
Nessa Loja, senhor Cura,
Tem uma porta lascada
Bem junto da fechadura.
XI
Certa noite, houve uma festa,
A tal da Iniciação...
Pus um ouvido na fresta,
Com cuidado e precaução.
XII
Só escutei. Não vi nada.
Foi Grande a surpresa minha.
Pareceu forte pancada
De golpe de machadinha.
XIII
E ouvi com desespero,
Uma voz determinar:
Irmão Mestre Hospitaleiro
Trazei o saco ao altar.
XIV
E o Bispo foi-se embora,
Bem tranquilo e sorridente,
Confortado pela história
Da freirinha convincente.